terça-feira, 12 de maio de 2009

APONTAMENTOS À MARGEM (09): LIVRO

Jonah Lehrer
Proust era um neurocientista

Lua de Papel, 2009.

“Uma admirável aplicação da Neurociência, de leitura profunda e fascinante.”
– António Damásio

Empurrado por esta citação, pelo prestígio do seu autor, vi-me, de repente, a ler uma obra que me surpreendeu e agradou sobejamente.

Dentre as suas 272 páginas encontramo-nos, entre outros, com George Eliot (novelista britânica, 1819-1880), Walt Whitman (poeta norte-americano, 1819-1892), Paul Cézanne (pintor francês, 1839-1906), Auguste Escoffier (chef francês, 1846-1935), Marcel Proust (escritor francês, 1871-1922), Gertrude Stein (escritora, poeta e feminista norte-americana, 1874-1946) Virginia Woolf (escritora britânica, 1882-1941) e Igor Stravinski (compositor russo, 1882-1971). Todos, à sua maneira, no seu tempo e na sua área, preconizaram uma ruptura com o instituído.

Agora, Jonah Lehrer diz-nos como cada um deles (um pintor, um poeta, um chefe de cozinha, um compositor e quatro romancistas) descobriram e revelaram, ou pelo menos intuíram, verdades fundamentais sobre a mente humana que a ciência só agora começa a desvendar.

Ficamos a saber como Proust explorou a falibilidade da memória, como Escoffier intuiu o quinto sabor: o umami, como Stein descobriu a estrutura da linguagem, como… como… Não há como deixar de ler este livro.

Medir não é o mesmo que compreender e é aqui que a arte suplanta a ciência…

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