sexta-feira, 16 de março de 2012

Otelices perigosas – parte 2

Sabemos qual é a solução de Otelo para a crise: um golpe militar que demita o actual governo e ponha fim à democracia representativa. Falta saber o que é que viria depois.

Provavelmente, ele imagina-se a presidir à Junta Militar que então nos governaria mas, para “pôr as contas em ordem”, iria precisar de um especialista. Qual haveria de ser? É o próprio Otelo quem nos esclarece numa entrevista dada ao Jornal de Negócios, em Abril de 2011. No seu entender, para isso, Portugal precisa de um homem com inteligência e honestidade do ponto de vista de Salazar”. É claro que não seria um adepto do “fascismo italiano”, mas um Salazar benfeitor do povo.

Enfim, já disse que, por vezes, Otelo se imagina como um Hugo Chávez da Europa. Mas, neste homem dado ao teatro, há outro papel que também lhe cai bem: Otelo no papel de um General Gomes da Costa à procura de um "bom gestor de finanças".

Nos anos 30, projectos destes traduziram-se numa tragédia. Agora, esperemos que não passem de uma anedota.

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